quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estive observando os perfis das pessoas nos orkut's e percebi quantas características pessoais de cada um se faz presente. Apesar de alguns postarem observações que não retratam de fato o que pensam e o que vivem, traços que fazem parte da vida contemporânea: o modismo, a falta de criatividade, as frases feitas, as gírias, enfim, a super valorização do marketing e da mídia.
Mesmo diante disso, ainda insisto que tais perfis representam muito o "eu" de cada um. Representam em especial o que cada um gostaria de ser e de ter, tem alguns que "brincam" com as palavras, outros se disfarçam, tentam ser o que não são, como se a vida pudesse ser representada a todo momento. Se assim fosse, o que seriam dos palcos? Não dá pra ser um eterno ator. Temos que ser nós mesmos, sem disfarce, sem papel e sem dramaturgia, por que a vida é uma peça que precisa ser reinventada a todo instante, caso contrário, ela fica sem graça, repetitiva, e seus telespectadores perdem o estímulo.
Costumo refletir muito sobre o que cada um postam em seu orkut, e fico imaginado o que realmente querem que as pessoas vejam. Parecem que a maioria se sentem solítários, vazios, e com um desejo gritante de serem vistos, reconhecidos, valorizados... Aí percebo o quanto nós seres humanos somos frágeis, egoístas e egocêntricos. No entanto, nos achamos inatingíveis e insuperáveis. Por que queremos o tempo todo ser super heróis? Por que complicamos tanto se a vida é tão simples?
No Orkut a definição de amigo é um tanto distorcida. Amigo é todo mundo que me envia um convite(como se convite fosse um simples olá, e na verdade convidamos para algo apenas as pessoas que gostamos), e depois ficam observando meu perfil a hora que querem e com quem querem, sabendo o que eu penso, o que eu gosto, meus planos e projetos de vida, olham todas as minhas fotos( põem uma observação por mera formalidade), ficam sabendo de tudo o que fiz nas minhas férias, finais de semana.... enfim, é um meio de ficarmos "informados' sobre a vida alheia.
Bom até aí não tem problema algum. Chega a ser relamente um problema quando as pessoas usam de má fé dessas informações.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Morte...

Hoje acordei refletindo sobre algo tão imaterial, inimaginável e inexplicável: a morte. Não me refiro apenas "aquela que se dá como o fim da existencia", aquela que interrompe sonhos, projetos, abalam famílias, enlouquecem alguns, e outros nem tanto... Me refiro também, em especial, a quela morte que acontece todos os dias, com cada um de nós. Já parou pra pensa que cada dia de nossa existência, tem um curto período de tempo, o qual podemos escolher em aproveitá-lo, ou simplesmente passar por ele, sem grandes acontecimentos, apenas o existir. Se fizessemos diferente, não deixaríamos "morrer", o grande dia, que se chama hoje, o presente. Quantas coisas podemos realizar, quantas escolhas podemos fazer, que poderá mudar pra sempre nossas vidas, dissipar nossos sonhos e planos. Cada dia é um mistério, como a morte, jamais poderemos saber o que nos irá acontecer daqui a minutos, segundos... O ser humano não possui esse dom, por isso cada instante é precioso, cada momento é especial, e o que nos irá acontecer, só o tempo pra ver, por isso é tão "gostoso" esse mistério. Por isso nunca estamos acostumados com os imprevistos, tudo é novo. Precisamso deixar de brincar de ser "Deus", tentar adivinhar o que está por vim, aproveitar o que a vida lhe oferece. Por isso, faça o que tem que ser feito agora, porque o amanhã poderá não existir pra alguns de nós....